Matéria publicada recentemente no blog do velejador Renato Avelar

Prezados amigos, nautas e amantes da vela de plantão, falaremos hoje pois de tradições e mitos do mundo da vela. Não há lugar melhor em toda nossa costa para abordarmos o tema, como no Rio Yacht Club, conhecido pela alcunha de “Sailing”, clube fundado por Dinamarqueses, Ingleses e Escandinavos há mais de 100 anos. Recorro ao site do clube para contar um pouco desta história: “O clube é uma das mais antigas e tradicionais instituições esportivas do país, sendo um dos precursores da vela brasileira. Apesar de pequeno (apenas 200 sócios), o Sailing é reconhecido como uma “fábrica” de campeões, tendo em seus quadros atletas renomados como os irmãos gêmeos Axel e Erik Schmidt – tricampeões mundiais da classe Snipe e os irmãos Torben Grael (5 medalhas olímpicas) e Lars Grael (2 medalhas olímpicas). Além deles, outros medalhistas olímpicos fazem parte do quadro de atletas, como Marcelo Ferreira (4 medalhas olímpicas), Clinio de Freitas (1 medalha olímpica) e Isabel Swan (1 medalha olímpica)”. Ainda nem tiveram tempo de atualizar o site – falta colocar aí a medalha de ouro da Martine Grael! O clube, como bem descrito acima é uma fábrica de campeões, tem uma tradição na vela como nenhum outro, e também bem pequeno e com instalações simples, o que vai em oposição à ideia que para se formar velejadores de ponta e ter um ambiente náutico de altíssimo nível são obrigatórias e necessárias modernas instalações e muita pompa e circunstância. Nada disto. Nada de Jeb Jeb. O clube é à moda antiga, lembra o meu clube há 30 anos atrás, aquele cheiro de barco a vela e um montão de barcos de madeira pelas instalações, a exemplo do Aileen do Torben, barco medalhista na Olimpíada de 1912 em Estocolmo na classe 6 metros, dividindo espaço com magníficos 49nres, e outras máquinas mais modernas. A sede social é um capítulo a parte, com sua indefectível geladeira de madeira com espelhos na porta, e aquelas fechaduras de puxar, é uma viagem no tempo. Muitos e muitos objetos correlatos à náutica nas paredes, troféus, fotos, recortes, brasões, etc. Uma casa linda, pintada de branco e vermelho, com um belo jardim arborizado, num ambiente fraterno, o que mais poderíamos querer? Para quem nunca lá esteve, recomendo uma visita. É realmente mágico o lugar, de tão simples e legítimo.

Estive por duas vezes, a primeira em 2013 quando participei da regata Preben Scmidt a bordo do Skipper 30 Maestrale do almirante Casaes, e desta feita estive por lá aproveitando a viagem que fiz na ocasião de buscar um optmist para meu filho, honrosamente a convite do amigo Roberto Bailly, que é titular da casa, e uma referência da vela no Brasil, um iatista de alta monta, e de quebra ainda corri uma regata de Snipe da proa do jovem Caio Bailly de apenas 15 anos, e que já tem pinta de lobo do mar. Não poderia deixar de citar, como bom de garfo e copo que sou, que o bar do Sailing é espetacular, com uma atendimento de primeira categoria (destaque para o garçom Júnior), com preços honestíssimos (porções entre 20 e 30 reais), cerveja geladíssima, e pratos fartos e muito saborosos (infantil a 13 reais), além de um molho de pimenta com uma base molho inglês que me deixou salivando!! Pois bem meus caros, o olimpo existe, e digo a vocês que ele é simples, pintado de vermelho e branco, tem um bar maneiro, um salão de jogos para relaxar as crianças e adultos e fica logo ali no lago de São Francisco em Niterói. Um beijo e um queijo a todos.

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